Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa

Fac. Medicina Dentária da U.L.

Faculdade de Medicina Dentária da U.L.

No passado dia 25, no âmbito do grupo de trabalho do Ensino Superior, da Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, visitei, em representação do PSD e em conjunto com outros deputados das várias forças políticas, a faculdade de medicina dentária da universidade de Lisboa.

 

Numa visita que durou mais de duas horas e que incluiu uma reunião com a Direcção da Faculdade e Associação de Estudantes, conheçemos de perto, as dificuldades que os futuros médicos dentistas se deparam na sua formação académica.
Esta visita, que vem na sequência de uma série de denúncias da Associação Académica da FMDUL, apresentadas em 3 reuniões em que participei, primeiro, em representação do Grupo Parlamentar do PSD, depois em audiência no referido Grupo de Trabalho e mais tarde na própria comissão parlamentar de Educação, e que originou da minha parte um pedido de explicações ao Ministro do Ensino Superior, e uma referência num debate sobre o financiamento do ensino superior.
De facto, o profundo descontentamento destes alunos relativamente às precárias condições de ensino e de prestação de cuidados de saúde tem óbvio sentido, uma vez que as condições infra-estruturais estão muito abaixo dos parâmetros mínimos aceitáveis.
Para além do encerramento de uma das duas clínicas e do bloco operatório que obrigou à recolocação de alunos para espaços já lotados, o que origina graves problemas de índole pedagógica, vimos vários baldes que “apanhavam” a àgua dos tectos, zonas encerradas e equipamento quase obsoleto.

O próprio Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) depois de uma inspecção com às instalações da Faculdade, confirmou “as deficiências ‘terceiro-mundistas’ nas instalações e equipamento denunciadas pelos alunos durante o protesto e que não podem deixar de envergonhar a tutela de um Ensino que se quer ‘Superior'”.

 

Mais um anúncio? Não podemos prosseguir nesse caminho dos anúncios pomposos, quando vemos que, no concreto, nada disso se encontra.  Os jovens portugueses precisam de estar ao melhor nível europeu no que ao Conhecimento diz respeito, sob pena de estarmos a pensar e a agir num país de fachada.

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